Essa é a pergunta que mais me fazem — logo depois de "você sabe fazer pão de queijo?".
E a resposta explica tudo sobre como eu trabalho hoje.
Eu sou do sul de Minas, criada no interior, onde a vida começa cedo e o trabalho nunca acaba. Neta de pecuarista, filha de cafeicultor. Já tirei leite, engordei porco, colhi café e fiz de tudo um pouco antes mesmo de aprender o alfabeto.
A roça me ensinou uma coisa que carrego até hoje em cada projeto que assino: a gente planta hoje pra colher depois. Não existe atalho. Existe constância.
Enquanto meus colegas de escola pensavam só em vestibular, eu já estava faturando — comecei pequena, importando relógios e colares do exterior e revendendo no Mercado Livre. Pra muita gente era brincadeira de adolescente. Pra mim, era a porta de entrada pra um mundo inteiro que ninguém ao meu redor sequer imaginava existir.
Aos 16 anos, eu já ganhava mais do que qualquer adulto perto de mim. E o que me fisgou não foi só o dinheiro — foi o processo. Como alguém do interior de Minas conseguia vender pra gente que nunca tinha visto na vida?
Foi aí que resolvi entender como o digital funcionava de verdade. Estudei, testei, errei, ajustei. O Mercado Livre foi só o começo — logo eu já tinha meu próprio e-commerce e estava ajudando outras pessoas a venderem também.
Hoje, mais de 11 anos depois, já trabalhei com profissionais e empresas dos mais diversos segmentos — da saúde ao direito, da engenharia ao digital, de pequenos negócios locais a marcas de alcance nacional. Participei de lançamentos de 8 dígitos. Atuo com clientes em todo o Brasil e fora dele.
No meio de tudo isso, o Direito também entrou no meu caminho — mais uma forma de entender regras, estrutura e como transformar conhecimento técnico em algo sólido. E isso só reforçou o jeito como eu enxergo cada negócio que passa pela minha mão: com rigor, com estratégia e sem espaço pra improviso.
Mas o princípio continua o mesmo de quando eu tirava leite às 4h da manhã: todo bom resultado começa com um planejamento bem feito.
Eu nunca me deslumbrei com o digital. Pra mim, ele nunca foi um atalho — é uma ferramenta. E o que faz a diferença não é o tamanho do campo de atuação, é saber onde plantar.